sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Os quatro papéis essenciais do processo criativo

Criatividade nada mais é do que a capacidade de criar, de inventar; é uma qualidade de quem tem idéias originais, de quem é criativo. Entretanto, não basta criar, é preciso saber colocar as idéias em prática, ratificando um velho ditado de Wall Street: "saber e não fazer é não saber". Para se tornar uma pessoa eficazmente criativa, é preciso entender e aplicar os quatro papéis essenciais do processo criativo, que foram apresentados por Roger Von Oech em seu livro "Um chute na rotina - os quatro papéis essenciais do processo criativo", são eles: o explorador, o artista, o juiz e o guerreiro.
Ao iniciar um processo de criação é extremamente importante assimilar o máximo de informação possível e para isso se faz necessário entrar no papel de explorador, ou seja, ter curiosidade, pesquisar, ouvir os outros, estudar e buscar informações em áreas diferentes, pois como bem disse o famoso psicólogo Abraham Maslow, "para quem só sabe usar martelo, todo problema é um prego". Estar com a mente aberta é um fator preponderante para o sucesso de uma boa exploração, excluir os preconceitos e as visões ultrapassadas levará  a um interesse maior e consequentemente a um aprendizado melhor.
Concluída a etapa de exploração, começa a etapa de criação e é justamente aqui que o artista entra em campo. Fazendo uma comparação com a produção de determinado produto por uma fábrica, onde a matéria-prima sofre uma transformação para formar um produto, o artista é exatamente a transformação, a criação, visto que transforma informação (matéria-prima) em idéias (produto). Um modo interessante de exercitar o artista é sempre se perguntar "e se...?" e criar inúmeras possibilidades para diversas situações, algumas até inusitadas, mas nesse instante o importante é praticar e em determinado momento uma ideia boba pode se tornar genial. Existe uma excelente frase citada no livro, que ilustra bem esse momento: "se você não pergunta suficientemente 'por que isso?', alguém perguntará 'por que você?'", de um inventor chamado Tom Hirshfield.
O juiz e a personagem mais analítica, objetiva e tomadora de decisões. Nesta etapa as pessoas devem se perguntar se vale a pena gastar dinheiro, tempo e esforço na ideia. Para tomar decisões, o juiz utiliza seus pressupostos, sua cultura, seu conhecimento, que muda muito de pessoa para pessoa, portanto, uma ideia ruim para alguns pode se tornar uma grande fonte de dinheiro em outras mãos. Neste momento deve ocorrer a decisão de dar continuidade ou não ao que foi proposto e conforme o atleta americano Grant Hendrich citou: "Se gastar muito tempo no aquecimento, você pode perder a hora da corrida. Se não se aquecer, não atingirá a fita de chegada".
Para finalizar, entra em ação o guerreiro, que colocará a ideia em prática. Esta é a hora de tentar agir, certo? Mas segundo o nosso amigo Yoda da série Star Wars, "Tentar não existe. Só existe fazer ou não fazer". Aqui é o momento de colocar a mão na massa, de agir, de sair do campo das hipóteses para o campo dos fatos, pois as análises já foram feitas pelo juiz e cabe ao guerreiro brigar para fazer valer a ideia concebida. Por mais brilhante que sejamos nos demais papéis, ter um guerreiro preguiçoso é suficiente para o fracasso.
De um modo geral, esta é a ordem utilizada (explorador, artista, juiz e guerreiro) para colocar uma ideia em prática, mas não será sempre assim, as vezes é preciso usar o explorador junto com o juiz, o guerreiro pode vir antes do artista para evitar perda de tempo, enfim, ocorrem inúmeras combinações que se adaptam a cada situação. Na prática, muitas vezes é difícil perceber quando estamos utilizado certa personagem, até porque acontece de forma simultânea em alguns casos, porém, não é esse o nosso objetivo, o importante é entender quais etapas formam um processo criativo. Na maioria das vezes, as pessoas não têm conhecimento sobre esses papéis, mas os utilizam de forma inconsciente, buscando conhecimento, criando, analisando e colocando em prática.

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